Barack Obrahma financia a estréia de “O MOCORONGO”

Eu odeio blog. Depois de três tentativas frustradas, espero que esta seja a última. O problema de todo blog é ser bacana no início, difícil na metade e um saco no fim.

Mas se o negão consegue ser presidente do planeta, talvez eu consiga deixar esse blog funcionando até o fim dos meus dias. O que, aliás, não deve demorar muito se depender do fígado, da gastrite e da política.

Como tudo na vida, é preciso fazer escolhas. E reabrir um blog é uma delas, oxalá a última difícil escolha que eu precise fazer nos próximos cinco dias.

A primeira vez já esqueci quando foi, faz tempo, uma tentativa frustrada e econômica de misturar meu site “profissional” (o rebelo.org) com comentários ridículos sobre um bocado de coisa que não entendo.

A segunda foi tentar misturar minhas crônicas da hipopocaranga com os mesmos comentários ridículos, desta vez sobre pouca coisa que entendo menos ainda.

Nenhuma delas deu certo e eu ainda não sei o que fazer com a hipopocaranga, que entre idos e vindos existe, como crônica, desde 1997. Mas o nome surgiu bem antes, pelos idos de 1992.

A terceira tentativa de blogar, até agora a única que ficou no ar mais tempo, foi o blog de Budapeste durante meu tempo morando no Leste Europeu, entre 2006 e 2007. Na volta, tirei o blog do ar e guardei o arquivo de textos. Onde eu guardei, nem satanás sabe. Talvez um pendrive que foi para o lixo. Porque até hoje procuro e não acho mais o backup do banco de dados.

A quarta e mais recente foi com o Notícias Rebolantes, pouco depois de voltar de Budapeste, em 2007, com esse nome que consegue ser ainda mais ridículo do que o blog. De todo modo, o masoquismo me fez deixar boa parte do que foi publicado no Rebolantes disponível aqui n’O MOCORONGO.

E agora, depois de umas boas três semanas escolhendo templates durante a madrugada, BARACK OBRAHMA incentiva a estréia de O MOCORONGO. É tanta coisa acontecendo nos bastidores, tanta coisa que a gente não consegue publicar nos jornais, tantas gente sem noção no mundo… não dá para guardar tudo isso apenas para o garçom.

Esqueça o ditado de plantar uma árvore, escrever um livro e fazer um filho.
Eu não gosto de árvore, tô quase desistindo do livro e o filho, aparentemente, outro já vai fazer no meu lugar.

Então o jeito é blogar. E beber. Preferencialmente não nesta ordem.

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